Buscar

Há tamanduás no sul do Brasil



Um pelagem mais grossa que de um cachorro, curiosamente a pele das patas traseiras são macias. O corpo rígido e frio e a total falta de mosca caracterizava que morreu há pouco tempo, em humanos um estado que se manteria assim até trinta horas, mas como o animal era pequeno desconfio que o tempo do rigor mortis seja menor. Um Tamanduá Mirim, ou tamanduá de colete. Nenhuma marca de ferimento ou fratura aparente.




O encontramos a cerca de 50 metros de uma fonte de água em meio a mata. Eu nunca havia visto um animal desses de perto. Não se deve tocar em um animal selvagem morto diriam muitos, não é biologicamente seguro; por acaso é biologicamente  seguro destruir os recifes de corais e derrubar a Amazônia para plantar soja?  Senti ao tocá-lo que tocava a este toda a mata. Algo me chamou atenção, carrapatos. A menos de um quilômetro de onde o corpo foi encontrado há uma invernada, criação de gado.



Tem a morte a ver com o carrapato vetor de doenças? Tem o carrapato a ver com o gado? Não é possível afirmar como não é possível refutar. O que se sabe é que as vacas ocupam uma área que deveria ser mata. E, apesar de inconclusivos, estudos mostram que esta espécie de tamanduá precisa de no  mínimo 50 hectares de área para sobreviver. No sul do mundo há tamanduás. E seja no sul ou norte, talvez, o destino de todos seja selado por uma espécie: bovinos. 




E talvez o excesso de formigas nas plantações seja a falta de tamanduás nos quintais.




©2019 por ATERRA. Orgulhosamente criado com Wix.com